26 de maio de 2024

VOZ DO PASTOR – AGOSTO

AGOSTO:  Mês Vocacional. 2023: 3º Ano Vocacional do Brasil – Vocação: Graça e Missão; Corações Ardentes, Pés a Caminho. Quanta bênção! Que bênção para a Igreja do Brasil! Que graça para cada um, pra cada uma de nós!

Felizmente, tem crescido uma consciência batismal de que todos somos chamados, vocacionados à vida, à amizade com Jesus e à santidade. Aos poucos, se vai compreendendo que vocação não é algo para bispos, padres, diáconos e freiras, mas de todos os cristãos. E nunca é demais lembrar que a meta de toda vocação e missão é a pessoa de Jesus Cristo. Por isso, é preciso cultivar em nós os mesmos sentimentos que havia n’Ele, em Jesus Cristo (Fl 2,5).

O Papa Francisco nos tem dado, em seu magistério, a chave para a compreensão do nosso ser cristão, da nossa fé, da nossa espiritualidade, do nosso estar no mundo, do nosso serviço à Igreja, enfim da nossa vocação: nada de isolamento, tristeza, autoritarismo, clericalismo; ao contrário, devemos caminhar juntos, servir com alegria, compartilhar responsabilidades. Uma vocação não é vivida de maneira isolada, afastada do mundo ou das pessoas. Portanto, o santo padre nos convida a redescobrir a alegria e a beleza de sermos cristãos, membros de uma comunidade; redescobrir a beleza do dom do encontro, da cultura do encontro. Ninguém se salva sozinho!

Vocação é servir com alegria. Um coração que arde, um serviço que gera proximidade fiel a Deus e ao próximo e o testemunho de fidelidade é o segredo da alegria. E cada um, cada uma recebe uma vocação que é particular, só dele, intransferível. Isso significa que cada uma, cada uma de nós se realiza no estado ao qual é chamado e a seu modo: seja no sacerdócio ministerial, na vida religiosa consagrada, no matrimônio, no inúmeros serviços do laicato. Cabe a cada um, cada uma santificar-se e santificar o mundo no lugar onde está e no estado de vida escolhido.

Nesse nosso caminho de resposta ao chamado de Deus para o serviço à sua Igreja, à vida é preciso deixar-nos conquistar por Ele, enamorar-nos de Jesus, identificar-nos com seu projeto de amor ao ponto de podermos ter os mesmos sentimentos d’Ele (Fl 2,5) em relação ao Pai e ao Reino. Para isto, é preciso permanecer com Ele, aprender d’Ele o seu jeito de ser e amar. Deixar que sua vida e sua Palavra sejam em nós. Noutras palavras, configurar-nos a Ele.

O encontro com a pessoa de Jesus é sempre gerador de novas relações, inaugurando novos dinamismos de aproximação, solidariedade, diálogo, amizade social, fraternidade. E tudo isso, sempre a partir da verdade. O coração ardente por Jesus é o mesmo coração que arde de amor, de carinho pelas pessoas que estão à sua volta. Porque, quem se dá a Deus, necessariamente se dá também às almas.

Algumas atitudes vocacionais básicas para a nossa vida:

– A formação da consciência de que somos todos vocacionados pelo Batismo;

– A sensibilidade aos valores espirituais e morais numa sintonia afinada com os ensinamentos da Santa Igreja, do seu Magistério, da Palavra de Deus;

– A promoção e a defesa da vida, desde a sua concepção até o seu fim natural;

– A solidariedade social e a Ordem civil, ou seja,interesse pelos problemas que me cercam;

Sem isso, não haverá vivência de valores, superioridade do amor, amizade, oração, contemplação de verdade. 

Logo, a missão de todo cristão, de todo vocacionado (a) nada mais é do que continuar a missão de Jesus no mundo. E para isso, é importante evitar a separação entre culto e misericórdia, liturgia e ética, celebração e serviço aos irmãos. É preciso arder o coração e colocar os pés a caminho. Não é só bonito. Vale muito a pena! Pense nisso!